A vida começa no hashi, e termina no hashi

“A vida começa no hashi, e termina no hashi”

Eis um ditado popular japonês, que reflete a importância dos talheres orientais. Ela exprime o quão os palitinhos estão presentes na vida dos japoneses, desde o momento do nascimento até a morte.

Existe uma cerimônia japonesa chamada Kuizome, que se realiza após 100 dias do nascimento do bebê – período que coincide com o surgimento dos primeiros dentes. Trata-se do primeiro contato da criancinha com o Hashi, na qual é desejado que os filhos nunca passem fome.

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Presente desde o cafés da manhã até o jantar, o hashi tem fundamental importância no dia-a-dia japonês. Existe até o Dia do Hashi, comemorado no dia 4 de agosto.

Para saber a função deles na morte de uma pessoa, deve-se levar em consideração que habitualmente no Japão se realiza a cremação, reduzindo o cadáver a cinzas. Após o processo, existe uma tradição chamada de Kotsuage, que consiste em recolher os ossos do falecido para armazenar no pote. Esse procedimento é realizado pelas pessoas que eram próximas a ele, passando os ossos de uma pessoa para a outra através do hashi.

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Vale mencionar também que, tradicionalmente, o hashi é fincado em uma tigela cheia de arroz nas oferendas aos falecidos. Tal ato – como todos os manuseios que remetam às cerimônias fúnebres – é considerado um dos tabus na etiqueta do hashi.

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